
Uma mão sobre outra mão,
o gesto maior que a palavra,
de um poema que não se cala.
Palavras partilhadas num crepitar de dedos
que se entrelançam num tango!
Sombras esbatidas num toque de almas
que se abraçam num poema...

Uma mão sobre outra mão,
o gesto maior que a palavra,
de um poema que não se cala.
Palavras partilhadas num crepitar de dedos
que se entrelançam num tango!
Sombras esbatidas num toque de almas
que se abraçam num poema...

( Imagem de minha autoria editada em PSP )
Quando estás vestidas,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.
(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.
Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite
( Manuel Bandeira)